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Unsteady

"real life was something happening in her peripheral vision"

19
Fev17

Vou voltar a casa quando?

Ontem eram quase 6 da matina e eu ainda estava de olhos abertos, consumida por uma ansiedade enorme que, na altura, não conseguia perceber de onde originara. Mas hoje, quando voltei a olhar para mais uma notícia em que avisava que a Ryanair estava a fazer promoções (que obviamente não incluem viagens Porto - Ponta Delgada, que são, exatamente, as únicas que me interessam de momento), percebi que a minha ansiedade era toda por não saber quando é que volto a casa depois de regressar, na quarta-feira, para o Porto. Sei que não devia depender tanto destas visitas a casa para ser feliz, contudo, a verdade é que tenho em casa tudo aquilo que é fulcral no meu dia a dia para ser feliz: família, namorado, comida da mamã e a minha cadela. Embora a Internet seja uma grande ajuda, para mantermos contacto com pessoas que estão longe, não nos fornece uma ponte para podermos atravessar o oceano e vermos as pessoas pessoalmente. É tudo diferente. Uma chamada de skype transfere-me logo para casa dos meus pais, mas falta o abraço da minha mãe e sentir o cheiro de casa para sentir que realmente lá estou. Conversar com o V. o dia inteiro faz com que pareça que estamos sempre juntos, mas falta a presença, o poder olhá-lo nos olhos, sentir o seu cheiro e beliscar-lhe os braços. São coisas que depois de alguns dias ausentes, nos deixam tristes. E são essas coisas, também, que são responsáveis pelo sentimento agridoce de regressar ao Porto depois de passar uns dias com a minha família: volto a uma das cidades mais bonitas de Portugal, onde tenho fortes laços estabelecidos com pessoas que me vão acompanhar, pelo menos, nos próximos 4 anos, contudo, deixo as pessoas que mais amo atrás e não as posso ter presentes no meu dia a dia tanto quanto queria.

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