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Unsteady

"real life was something happening in her peripheral vision"

Unsteady

"real life was something happening in her peripheral vision"

3 meses depois: estou viva.

Setembro 17, 2017

Ah pois, estou viva, mas com algumas mazelas. Vou (tentar) ser curta e resumir aquilo que se passou durante este tempo que desapareci da blogosfera.

Depois da pior época de exames da minha vida, a meio de Julho, embarquei numa das maiores aventuras da história da minha vida: 8H de autocarro, do Porto para Lagos. Eu, que morro de medo de andar de autocarro, que enjoo até a andar de carro e que não consigo adormecer em nenhum dos dois à noite. Mas fui. E foram 8H de nervosismo e ansiedade na melhor companhia possível. Quando coloquei os pés na terra desconhecida, fiquei deslumbrada. Cheguei a esquecer-me de que estava em Portugal. A felicidade era tanta que, mesmo só tendo dormido 2H no dia anterior à viagem e meia hora dentro do autocarro, não consegui adormecer quando cheguei à casa em Lagos. Fizemos praia assim que chegamos e em todos os dias que lá estivemos (mas continuo "branca pálida enfiada"). Todos os problemas que me atormentavam a mente desapareceram quase por completo durante a minha estadia em Lagos. Estava tranquila. Tive as melhores férias de sempre. Fui muito feliz. 

Voltei para a ilha no dia 28 de Julho e não saí de cá desde então. Levei um bocadinho de tempo a mentalizar-me que a minha vida iria mudar drasticamente, outra vez, e que teria de tomar decisões que, até então, tinham sido adiadas porque estava em modo férias. Arranjar trabalho era uma das coisas que estavam no topo da lista. E eu arranjei trabalho na primeira tentativa, o que me fez acreditar que eu estava a ser uma sortuda de primeira e que as coisas iriam começar a correr bem. A segunda coisa mais importante da lista era perceber se eu queria embarcar numa nova aventura em Direito ou se deveria mudar o rumo. Pesquisei imenso sobre o curso nas outras faculdades e vi que se assemelhavam todas à Faculdade de Direito do Porto, onde fui muito infeliz na maior parte do tempo. Com o coração apertado, desisti de Direito. Assim, muito resumidamente, eu coloquei Direito no cantinho escuro do meu cérebro e tento não pensar no assunto muitas vezes. Após muito pensar e planear, decidi que ficaria a estudar na ilha e que ia (tentar) seguir o curso que mais me chama a atenção na nossa Universidade; ou seja, preparei-me para fazer candidatura na 2ª fase, uma vez que já estava atrasada para ainda concorrer em primeira fase. Quem me dera ter sido mais rápida. 

No espaço de tempo em que esperava pela 2ª fase, trabalhei. Trabalho em restauração, part time. E tenho uma patroa que é um anjinho na Terra. Entretanto, comecei a piorar psicologicamente. Aquilo que eu pensava ser só stress com os exames está perto de ser o início de uma depressão - não consigo dormir, o meu apetite é desregulado, tenho ataques de pânico e ansiedade, choro sem motivo, tenho momentos de felicidade exagerada e momentos de pura tristeza no mesmo dia, etc, etc, etc. Já me mexi e marquei exames, eventualmente serei acompanhada por uma psicóloga e esse lado da minha vida há de ficar bom. 

No dia em que saíram as colocações da 1ª fase fui rapidamente ver tinham restado vagas para a 2ª fase do curso que eu pretendo seguir. ZERO. Um número redondo e limpo. O número que eu não queria ver. Mesmo assim, depois de muito chorar e insistir que andava a remar contra a maré e que nada me corria bem, candidatei-me para o dito cujo e vou rezar para que no dia 28 de Setembro eu tenha uma boa notícia. Eu acho que mereço, depois de tudo o que me aconteceu e depois de tudo o que eu lutei.

Tentei ser breve, contudo, acabei por tornar este post numa maçada. Estava a precisar de deitar cá para fora. E como pretendo voltar para a blogosfera com força, achei que devia mesmo justificar os 3 meses de ausência da minha parte. Já tinha saudades disto. Saudades de deitar cá para fora, mesmo quando ninguém lê.

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